segunda-feira, 2 de agosto de 2010

27/10/09

Poxa cara, que saudade do tempo em que todos batiam tazoos na escola, do tempo do kinder ovo a 50 centavos, saudades de ter 10 anos e brincar de boneca, enquanto as meninas de 10 anos de hoje estão preocupadas em fazer escovas progressivas e usar salto alto. Quando eu era pequena eu amava o barulho que os sapatos de salto da minha mãe faziam e eu sempre quis usar também, e agora que estou na idade de usar, eu acho isso uma merda, porque ninguém precisa estar usando um sapato bonito e alto pra mostrar que é importante. Parece que só se acham bonitas em cima de um salto, esquecem que atrás de kilos de maquiagens existem meninas com bochechas rosadas e olhinhos de sono que encantam. É tenso ter que viver em um padrão de roupas caras, salto alto, maquiagem, educação, delicadeza, mas eu pergunto: isso tudo pra que? Eu sinceramente não me arrumo pra mim, porque eu me vejo no espelho umas duas vezes e pronto, não me vejo mais. Me arrumo por achar que fico mais bonita aos olhos das pessoas que eu amo, porque as que eu não amo são os famosos OUTROS e esses sim, podem olhar, pensar, falar, agir como bem quiserem, são invisíveis pra mim, não ligo, por tanto podem se vestir de palhaços, não vou ligar pra vocês. E não me venha mentir que se arruma pra si mesmo, não caio nessa. Como eu estava falando com uma amiga minha, o mundo esta mudado, as pessoas vivem julgando e acabam que não tem coragem de ser elas mesmas, pois querem se encaixar em um padrão que elas acham certo. Sinto muita falta do tempo em que eu era pequena e não era julgada por ninguém, afinal eu era apenas uma criança, isso pode ser uma tremenda sessão nostalgia, mas é que me deixa de queixo caído ver a idiotice das pessoas. Corto o cabelo, pinto, uso calça larga, calça colada, calça colorida, all star desbotado, falo palavrão, oro e acredito em Deus e não estou nem aí se você acha que eu sou crente ou seila mais o que, porque você é uma pessoa na qual eu não noto e que não sabe nada da minha vida e eu não te devo satisfações, portanto não fale de mim como se me conhecesse, nem me olhe, não pense em mim, aja como se eu fosse um alien e não chegue perto. Saudades de ter as amiguinhas da quinta serie, de levar lanche pra escola e não ter trigonometria. Mas esse tempo não volta e eu também não sou a mesma. Para um novo mundo, uma nova Laí, uma versão adaptada da velha e com um bônus, muito mais irônica, independente e com personalidade, não é o máximo? Pois é, se você não tem uma personalidade, por favor, passe no banco SOU FRACASSADO e compre uma, viva de aparências e seja feliz. I hope you enjoy. – Laísa Mirella Martini

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